No ano 1075, em Santiago de Compostela, iniciou-se a construção de uma capela para proteger a tumba do apóstolo que se tornou um símbolo da resistência cristã aos ataques dos mouros (Ponte, Rama, Álvarez- Garcia, 2016). O rei Afonso II, ao saber do acontecimento, mandou contruir um mosteiro no local para que cuidasse do culto ao apóstolo. Então, Compostela passou a ter um mosteiro, um santuário, uma igreja e um batistério (Fernandes, 2014). Começaram a surgir os primeiros relatos de peregrinações em Santiago de Compostela, tornando o local, um dos principais centros de peregrinação cristã (Ponte, Rama, Álvarez-Garcia, 2016)
Segundo os autores Ponte, Rama e Álvarez-García, O Caminho de Santiago não é apenas um caminho, mas sim uma rede de caminhos, que se distribuem por toda a Europa e que acabam por se ligar aos caminhos espanhóis, até chegarem ao destino. As rotas mais conhecidas, localizadas na Galícia são o Caminho Inglês, o Caminho do Norte, o Caminho Primitivo, o Caminho Francês, a Via da Prata, o Caminho Português, e a Rota Mar de Arousa e Rio Ulla (ou Marítimo Fluvial). Para além destas rotas mencionadas, existe ainda o Caminho de Finisterra que faz a ligação entre a cidade de Santiago e Finisterra (Ponte, Rama, Álvarez-Garcia, 2016).